domingo, 28 de outubro de 2012

Somewhere in her smile she knows

Eu tenho esse amigo - escritor, 19 anos - que um dia me perguntou sobre o que ele poderia escrever, eu muito egocêntrica como sempre, respondi: ''Escreve sobre mim, só pra variar um pouco.'' Ele, muito divertidamente, replicou-me dizendo que já tentara mas que não conseguíra.
Cá comigo, pensei, se nem eu sei me explicar, como poderiam os outros saber? Como seria possível alguém falar de mim se eu nem ao menos sei quem sou. E não é aquela dúvida de, eu gosto disto ou gosto daquilo.
Se bem que, cada hora eu gosto de uma coisa diferente. E isso acontece constantemente com meu cabelo, que há dois meses atrás costumava ser laranja, agora voltou a ser castanho e talvez na semana que vem ele possivelmente esteja lavanda - sim, lavanda - .
Eu queria poder saber quem sou. Que alguém me perguntasse ''quem é Stella?'' e eu pudesse responder algo além de ''faço faculdade de Moda e gosto de desenhar''. Por que ser tão complicada? Por que mudar com tanta frequência?
Outra coisa que me deixa furiosa é essa capacidade insuportável que eu tenho de ir do céu ao inferno em menos de 7 minutos por vez. Fico triste e fico feliz com muita rapidez e facilidade, e isso nem é ser bipolar, é só a minha mente trabalhando contra mim.
Esse mesmo amigo escritor, me disse uma vez que eu era igual a Alice - in Wonderland -, que eu tinha um mundo próprio. Pensando bem, eu até posso concordar com ele, talvez esse mundo que eu criei me torne impossibilitada de descobrir quem eu sou. Talvez esse mundo que me faça mudar tanto. Talvez eu crie tantas coisas e histórias na minha cabeça, que seja por isso que no fim eu me decepcione tanto. Talvez, talvez, talvez.

Nenhum comentário:

Postar um comentário