Eu quebro promessas. Não promessas feitas aos outros. Promessas feitas a minha própria pessoa.
Quantas vezes eu já acordei, dizendo que não beberia mais coca, que a cerveja tinha acabado e que na segunda eu começaria alguma super dieta.
Estou quebrando outra vez uma promessa feita a mim mesma - ela pensou enquanto tomava outro gole de sua cerveja.
A cerveja me faz refletir. Não, isso não é só conversa de bêbado. É que, minha vida começa a passar rapidamente diante dos meus olhos. Eu olho pra janela e vejo o dia acabando. Provavelmente eu vou acabar parando em algum barzinho costumeiro depois de uma meia hora sentada olhando não sei exatamente o que.
Eu fico corajosa depois de uma ou outra garrafa de cerveja, o problema é que misturada com tanta coragem sempre embarca alguma bobagem que futuramente eu vou me arrepender de ter dito. Mas será que vale a pena me arrepender de algo que eu fiz? Não seria melhor me arrepender de algo que eu não fiz?
Comigo é sempre assim, a teoria funciona que é uma maravilha. Agora, quando chega na hora da prática: as mãos tremem, os olhos param, a boca abre mas não emite som algum.
Por que tanto medo? Aliás, medo de que?
Medo por ter certeza que é um sentimento que já não cabe em mim. Medo de saber a resposta, independente de ser sim ou não. Medo apenas por sentir medo.
É como se eu jamais estivesse pronta, para seja lá o que for.
Ando precisando de uma boa dose de coragem, e eu não estou falando da cerveja.
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