Eu tenho esse amigo - escritor, 19 anos - que um dia me perguntou sobre o que ele poderia escrever, eu muito egocêntrica como sempre, respondi: ''Escreve sobre mim, só pra variar um pouco.'' Ele, muito divertidamente, replicou-me dizendo que já tentara mas que não conseguíra.
Cá comigo, pensei, se nem eu sei me explicar, como poderiam os outros saber? Como seria possível alguém falar de mim se eu nem ao menos sei quem sou. E não é aquela dúvida de, eu gosto disto ou gosto daquilo.
Se bem que, cada hora eu gosto de uma coisa diferente. E isso acontece constantemente com meu cabelo, que há dois meses atrás costumava ser laranja, agora voltou a ser castanho e talvez na semana que vem ele possivelmente esteja lavanda - sim, lavanda - .
Eu queria poder saber quem sou. Que alguém me perguntasse ''quem é Stella?'' e eu pudesse responder algo além de ''faço faculdade de Moda e gosto de desenhar''. Por que ser tão complicada? Por que mudar com tanta frequência?
Outra coisa que me deixa furiosa é essa capacidade insuportável que eu tenho de ir do céu ao inferno em menos de 7 minutos por vez. Fico triste e fico feliz com muita rapidez e facilidade, e isso nem é ser bipolar, é só a minha mente trabalhando contra mim.
Esse mesmo amigo escritor, me disse uma vez que eu era igual a Alice - in Wonderland -, que eu tinha um mundo próprio. Pensando bem, eu até posso concordar com ele, talvez esse mundo que eu criei me torne impossibilitada de descobrir quem eu sou. Talvez esse mundo que me faça mudar tanto. Talvez eu crie tantas coisas e histórias na minha cabeça, que seja por isso que no fim eu me decepcione tanto. Talvez, talvez, talvez.
domingo, 28 de outubro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Drink every drop of rain
Eu quebro promessas. Não promessas feitas aos outros. Promessas feitas a minha própria pessoa.
Quantas vezes eu já acordei, dizendo que não beberia mais coca, que a cerveja tinha acabado e que na segunda eu começaria alguma super dieta.
Estou quebrando outra vez uma promessa feita a mim mesma - ela pensou enquanto tomava outro gole de sua cerveja.
A cerveja me faz refletir. Não, isso não é só conversa de bêbado. É que, minha vida começa a passar rapidamente diante dos meus olhos. Eu olho pra janela e vejo o dia acabando. Provavelmente eu vou acabar parando em algum barzinho costumeiro depois de uma meia hora sentada olhando não sei exatamente o que.
Eu fico corajosa depois de uma ou outra garrafa de cerveja, o problema é que misturada com tanta coragem sempre embarca alguma bobagem que futuramente eu vou me arrepender de ter dito. Mas será que vale a pena me arrepender de algo que eu fiz? Não seria melhor me arrepender de algo que eu não fiz?
Comigo é sempre assim, a teoria funciona que é uma maravilha. Agora, quando chega na hora da prática: as mãos tremem, os olhos param, a boca abre mas não emite som algum.
Por que tanto medo? Aliás, medo de que?
Medo por ter certeza que é um sentimento que já não cabe em mim. Medo de saber a resposta, independente de ser sim ou não. Medo apenas por sentir medo.
É como se eu jamais estivesse pronta, para seja lá o que for.
Ando precisando de uma boa dose de coragem, e eu não estou falando da cerveja.
Quantas vezes eu já acordei, dizendo que não beberia mais coca, que a cerveja tinha acabado e que na segunda eu começaria alguma super dieta.
Estou quebrando outra vez uma promessa feita a mim mesma - ela pensou enquanto tomava outro gole de sua cerveja.
A cerveja me faz refletir. Não, isso não é só conversa de bêbado. É que, minha vida começa a passar rapidamente diante dos meus olhos. Eu olho pra janela e vejo o dia acabando. Provavelmente eu vou acabar parando em algum barzinho costumeiro depois de uma meia hora sentada olhando não sei exatamente o que.
Eu fico corajosa depois de uma ou outra garrafa de cerveja, o problema é que misturada com tanta coragem sempre embarca alguma bobagem que futuramente eu vou me arrepender de ter dito. Mas será que vale a pena me arrepender de algo que eu fiz? Não seria melhor me arrepender de algo que eu não fiz?
Comigo é sempre assim, a teoria funciona que é uma maravilha. Agora, quando chega na hora da prática: as mãos tremem, os olhos param, a boca abre mas não emite som algum.
Por que tanto medo? Aliás, medo de que?
Medo por ter certeza que é um sentimento que já não cabe em mim. Medo de saber a resposta, independente de ser sim ou não. Medo apenas por sentir medo.
É como se eu jamais estivesse pronta, para seja lá o que for.
Ando precisando de uma boa dose de coragem, e eu não estou falando da cerveja.
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