domingo, 4 de agosto de 2013

I'M ALWAYS DRUNK

Minha mesa estava lotada de copos e latinhas de cerveja. Acho que o álcool já tinha se apoderado de mim e de repente tudo parecia muito engraçado.

Chovia lá fora. Não uma chuva grossa. Mas com certeza me deixaria ensopada depois de alguns minutos. Me pareceu interessante tomar uma bainho de chuva quase 23:30 da noite. E eu fui. Deixei a chuva lavar as minhas roupas e a minha alma. Era uma boa sensação. Senti a água escorrer pelo meu rosto. Sorri feliz, pensando em como era bom não ter maquiagem alguma que pudesse borrar. Abri os braços e comecei a rodopiar. Não me importei de estar bêbada e poder escorregar no chão molhado a qualquer momento. Apenas queria voar. Como dizem naquele livro? Me sentir infinita? É, eu não lembrava de quando tinha me sentido tão bem nesses últimos dias. Abri os olhos e observei a cidade. Porto Alegre parecia tão linda durante a noite, especialmente do meu terraço no nono andar. Clarice Falcão sentiria inveja por não ter uma vista tão bonita do oitavo andar. Minhas roupas começaram a pesar, principalmente depois que eu deitei no chão para olhar o céu. Provavelmente eu nem senti os pingos machucarem meus olhos, mas eu sabia que o frio me incomodaria a qualquer instante. E foi isso que aconteceu. Saí do terraço e fechei a porta atrás de mim. Desci a escada tentando não escorregar e fui direto para o banho. Abri o chuveiro e sentei no chão, deixando a água quente me abraçar enquanto eu cochilava por uns dez minutos. Me aninhei no sofá da sala já vestindo meu pijama, pronta para descansar, meio bêbada ainda. Notei a movimentação de todos, se aprontando para algum tipo de festa.

Foi quando me perguntaram:  - vamos sair?
E eu meio sonolenta respondi: - me arrumo rapidinho!

E depois ainda me dizem que uma garrafa de cerveja não pode me fazer feliz...

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